CLT x PJ: as diferenças reais de direitos e o que muda no bolso
O salário PJ parece maior, mas férias, 13º, FGTS e INSS ficam por sua conta. Aprenda a comparar as duas propostas.
"PJ ganhando 30% a mais" é uma das propostas mais comuns do mercado — e uma das mais mal comparadas. O número maior no contrato esconde tudo o que a CLT embute e o PJ precisa pagar do próprio bolso.
O que a CLT garante (e o PJ não tem)
- 13º salário — um salário extra por ano;
- Férias + 1/3 — 30 dias remunerados com adicional;
- FGTS — 8% ao mês depositados pela empresa + multa de 40% na demissão;
- INSS patronal — a empresa banca a maior parte da sua previdência;
- Seguro-desemprego, aviso prévio, horas extras e estabilidades.
A conta honesta
Regra de bolso: os benefícios da CLT valem por volta de 30% a 40% do salário. Ou seja, uma proposta PJ só empata com a CLT se pagar pelo menos 1,4x o salário — sem contar contador, impostos do CNPJ e a insegurança de não ter aviso prévio.
Compare líquido com líquido: use a calculadora de salário líquido para saber quanto a proposta CLT deixa na sua conta antes de bater com a proposta PJ.
Não existe resposta única
PJ pode valer a pena para quem fatura alto, tem reserva de emergência e disciplina para prover as próprias férias e previdência. Para quem depende da renda do mês, a proteção da CLT costuma pesar mais que a diferença salarial.
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