Cartão de crédito: como o rotativo vira bola de neve (e como escapar dele)
Pagar o mínimo da fatura aciona o juro mais alto do mercado. Veja o que fazer quando a fatura não cabe no mês.
O cartão de crédito é uma ótima ferramenta e um péssimo empréstimo. A linha que separa os dois é o dia do vencimento da fatura: pagou o total, custo zero; pagou o mínimo, você entrou no rotativo — o juro mais caro do mercado brasileiro.
Como a bola de neve se forma
Ao pagar só o mínimo, o restante vira dívida com juros que passam de dois dígitos ao mês. No mês seguinte, os juros incidem sobre o valor já acrescido de juros — é o juro composto trabalhando contra você. Em poucos meses, a dívida dobra.
Se a fatura não cabe no mês
- Não pague o mínimo — é a pior opção disponível;
- Parcele a fatura — o juro do parcelamento é bem menor que o rotativo;
- Melhor ainda: troque por empréstimo pessoal ou consignado, com juro menor, e quite o cartão;
- Corte a fonte — congele o cartão até reorganizar o orçamento.
Regra de ouro: parcela no cartão só quando a compra caberia no orçamento mesmo à vista. Parcelamento não é desconto — é compromisso de renda futura.
Juro composto a seu favor
O mesmo mecanismo que multiplica dívida multiplica patrimônio quando o sinal troca. Compare na calculadora de juros compostos: o valor da fatura investido todo mês vira um número surpreendente em poucos anos.
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